Antes de chegar à mesa, cada peça de sashimi passa por decisões que vão muito além de escolher o peixe. O formato e a espessura do corte fazem parte de uma técnica milenar, desenvolvida para extrair o melhor de cada tipo de peixe, e é essa precisão que separa um sashimi comum de uma experiência memorável.
Dois cortes, duas experiências diferentes
Hira-zukuri É o corte mais tradicional do sashimi, feito em blocos retangulares com espessura média. A lâmina desliza em um único movimento, sem serrar o peixe, preservando as fibras e a suculência. Esse corte é indicado para peixes de carne mais rica, como o atum, já que a espessura maior permite sentir toda a intensidade do sabor e a textura macia a cada mordida.
Sogui-zukuri Aqui o corte é feito na diagonal, resultando em fatias mais finas e largas. Essa técnica é usada principalmente em peixes brancos e de carne mais delicada, como o linguado, porque a fatia fina realça a maciez e distribui melhor o sabor por toda a peça. O ângulo do corte também aumenta a superfície de contato, tornando a textura ainda mais suave ao paladar.
Por que a espessura muda tudo
Um corte mais grosso mantém a força e a suculência do peixe, ideal para sabores mais intensos. Já um corte mais fino valoriza a delicadeza, permitindo que texturas e sabores mais sutis se destaquem. Essa escolha não é aleatória: cada peixe pede um tipo de corte para revelar o seu melhor, e é esse cuidado que garante o equilíbrio entre sabor, maciez e apresentação no prato.
Precisão que se repete todos os dias
No Djapa, essa técnica faz parte da rotina diária dos sushimen, que preparam cada peça com atenção ao frescor do peixe e ao corte certo para cada tipo de sashimi. É esse compromisso com a tradição e a precisão que sustenta a qualidade do rodízio, peça após peça, dia após dia.

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